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MARCELO BENDER

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TRANQUEI O SEMESTRE...

 

 

Texto : FAGUNDES, Léa et al. Projeto? O que é? Como se faz. In: Aprendizes do futuro: as inovações começaram. p.15-26. Disponível 

em: http://www.oei.es/tic/me003153.pdf capturado em: 09/01/2008

 

 

COMENTADO POR: MARCELO BENDER

 

Inicialmente trabalhei com a colega JULIA FLECK MANGANELLI, mas reli o texto e quis amadurecer algumas idéias...

 

 

CONCORDO:

No começo a autora diz que a atividade de fazer projetos é natural do ser humano. A nossa racionalidade nos permite a habilidade de ter idéias e colocá-las em prática. Fazemos as coisas querendo que tudo dê certo, por mais mirabolantes que sejam nossos planos.

 

O ser humano é "domesticado" e não lhe é permitido que explore todas as suas potencialidades.

 

"Os currículos de nossas escolas têm sido propostos para atender a massificação do ensino. Não se planeja para cada aluno, mas para muitas turmas de alunos numa hierarquia de séries, por idades. Toda a organização do ensino é feita para os 30 ou 40 alunos de uma classe, e esperamos deles uma única resposta certa." - CONCORDO QUE ISSO É FATO!

 

A possibilidade de trocar idéias de modo assíncrono é algo muito bom e deveria ser mais explorado. Muitas vezes precisamos de tempo pra amadurecer uma idéia e/ou reflexão.

 

Achei fantástica a parte sobre o (novo) papel do (novo) professor. Não sei se não é muito pra dar conta, mas a intenção é boa...

 

 

DISCORDO:

A autora inicia o texto procurando um meio de tornar o desenvolvimento de projetos em uma metodologia. Refletindo um pouco, eu acho mais sensato utilizar projetos como uma técnica de ensino/aprendizagem. Justamente por sempre apostarmos em incertezas, não podemos nos limitar a uma metodologia. Acho fundamental explorar diversas possibilidades.

 

"É fundamental que a questão a ser pesquisada parta da curiosidade, das dúvidas, das indagações do aluno, ou dos alunos, e não imposta pelo professor. Isto porque a motivação é intrínseca, é própria do indivíduo." - Às vezes o aluno chega na escola totalmente alienado, praticamente um zumbi. Muitos pré-adolescentes parecem não se interessar por absolutamente nada. Talvez um projeto interessante, vindo do professor ou da escola fosse capaz de despertar a curiosidade desses jovens, e quem sabe durante o desenvolvimento de projetos fechados os alunos pudessem ser estimulados a ir dando opiniões e começar a levar o projeto para diferentes direções... Na nossa realidade as gerações mais jovens parecem ter interesses cada vez mais superficiais.

 

 "Quando iremos nos dar conta de que o processo natural de desenvolvimento do ser humano é “atropelado” pela escola e pelas equivocadas práticas

de ensino?" - Não acho que a escola seja a única responsável. É uma questão político-histórico-cultural.

 

 

DÚVIDAS:

Será que ensino por projetos é esse bicho de 7 cabeças todo? Será que uma idéia boa não conquistaria todos os alunos? Não acho ruim seguir um programa pré-determinado. Será que iniciar com ensino por projetos não seria uma maneira de introduzir os alunos à aprendizagem por projetos de uma maneira menos brusca?

 

De um modo geral, o texto parece ser bastante utópico. Tornar os alunos agentes é algo extremamente complicado, que envolve uma luta quase injusta contra meios de comunicação e marketing e uma questão de enraizamento cultural enorme. Me parece que o caminho é a longo prazo. Loooooooooongo...

Comments (2)

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Rosane said

at 7:24 pm on Mar 17, 2008

Olá Marcelo, coloquei um comentário na página da Júlia. Gostaria de pedir que coloques o trabalho de vocês também nesse espaço, certo?
Abraços, Rosane

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Turma A said

at 2:10 am on Mar 19, 2008

Oi, Marcelo. Achei muito legal o que você escreveu. Não lembro qm que parte no texto aparece a questão de que o aluno é quem deve decidir o assunto a trabalhar nos seu projeto, mas concordo contigo que muitos alunos nem ao menos sabem o que querem da vida, imagina se saberão o que fazer diante de um trabalho que precisa de engajamento para dar certo. Acho que "o ponta-pé inicial" deve ser dado pelo professor, sim.
Abraço, ANA RITA.

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